COVID-19NotíciasO QUE AS EMPRESAS PODEM FAZER PARA AJUDAR A PREVENIR O COVID-19

12/03/2020

É fundamental que as empresas orientem os funcionários quanto às formas de transmissão e precaução contra o coronavírus.

Empresas ao redor do mundo estão tomando medidas para evitarem que o coronavírus se espalhe, entre as ações adotadas, estão: cancelamento de eventos e viagens, desburocratização do trabalho feito de casa e elaboração de campanhas explicando sobre o vírus.

De acordo com Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, orientar os funcionários quanto às formas de transmissão e precaução contra o coronavírus é um dos primeiros passos para as empresas colaborarem com a diminuição da transmissão.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, criou um grande manual para orientar as empresas a ajudarem no combate ao vírus.

Neste guia, a CDC aponta sugestões e procedimentos para as empresas adotarem com seus funcionários. A primeira delas é para que elas recomendem aos empregados que tiverem algum tipo de sintoma a ficarem em casa e só retornarem ao trabalho 24 horas depois do desaparecimento desses sintomas.

Trabalho de casa

A CDC sugere que as empresas devem ser flexíveis com os funcionários, evitando burocratizar a permanência deles em casa, em caso de sintoma. Uma das medidas que pode ser adotada é flexibilizar a necessidade de apresentar o atestado médico de funcionários que tiverem algum sintoma de doença respiratória.

Outra medida que o empregador deve adotar, segundo o manual, é permitir que o empregado fique em casa se cuidando ou cuidando de algum familiar.

Caso alguém apresente sintoma durante o expediente, como tosse, espirro ou nariz escorrendo, deve ser separado das outras pessoas e ser mandado para casa imediatamente.

O CDC afirma que é importante que funcionários com parentes doentes devem informar seus supervisores para que eles possam tomar medidas de prevenção. Se um funcionário for confirmado com COVID-19, os outros trabalhadores devem ficar sabendo do caso para estarem atentos a eventuais sintomas, mas a confidencialidade da pessoa infectada deve ser mantida.

Campanha de prevenção

O CDC afirma que é importante que as empresas façam uma campanha de conscientização para os funcionários e adotem algumas medidas para evitar a transmissão. A agência sugere:

  • Orientar os funcionários a ficarem em casa quando doentes
  • Ensinar o procedimento de tosse e espirro: cobrindo a boca com a parte interna do cotovelo.
  • Orientar a equipe a sempre higienizar as mãos com álcool 60-95% ou água e sabão por pelo menos 20 segundos.
  • Colocar informativos, em locais visíveis e na intranet, com orientações
  • Disponibilizar lenços descartáveis e álcool gel para os funcionários
  • Limpeza constante

O CDC também orienta as rotinas de limpeza, recomenda que as superfícies tocadas, (como maçanetas, estações de trabalho, controles remotos, teclados, mouse) sejam limpas com mais frequência e indica, também, que as empresas disponibilizem lenços para limpeza próximos a essas superfícies.

Quais são os sintomas da doença causada por coronavírus?

Tosse seca, febre e cansaço são os principais sintomas, mas alguns pacientes podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia. Nos casos mais graves, que geralmente ocorrem em pessoas que já apresentam outras doenças associadas, há síndrome respiratória aguda e insuficiência renal.

O uso de máscaras é mais recomendado para quem estiver em contato com alguém com sintoma gripal ou para quem for viajar para áreas de risco de contaminação. Vale lembrar que as máscaras descartáveis devem ser trocadas a cada duas horas.

O Ministério da Saúde alerta também para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas. Também é recomendável manter a uma distância mínima de um metro de pessoas que estejam espirrando ou tossindo.

Como é feito o tratamento?

Não existe tratamento específico contra a Covid-19. Os pacientes infectados recebem uma medicação para aliviar os sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento indicado é repouso e consumo de bastante água. As medidas adotadas para aliviar os sintomas são:

  • Medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Umidificador no quarto ou banho quente para aliviar a dor de garanta e tosse.

Estou com suspeita de infecção por coronavírus. Como devo proceder?

Em 80% dos casos, os sintomas de coronavírus são leves, semelhantes a uma gripe. Nestes casos, o essencial, segundo a Organização Mundial da Saúde, é evitar sair de casa. O Ministério da Saúde recomenda ficar em repouso e tomar bastante água.

Se precisar sair, deve-se evitar circular em lugares fechados, com muitas pessoas e com pouca ventilação. É preciso entender que ir ao trabalho ou à escola com sintomas de gripe implica expor potencialmente outras pessoas à doença. Além disso:

  • Ao espirrar, deve-se colocar o antebraço ou um lenço na frente do nariz e boca;
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhe talheres, copos, toalhas e demais objetos pessoais;
  • Mantenha uma distância mínima de um metro de qualquer pessoa.

O coronavírus tem cura?

Segundo a OMS, ainda não há cura e não há um tratamento medicamentoso definido. Mas, segundo o infectologista Queiroz, existe a chamada “cura espontânea”, que ocorre quando o corpo reage à infecção.

Qual é o tempo de incubação do novo coronavírus?

O “período de incubação” significa o tempo entre a captura do vírus pelo ser humano e o início dos sintomas da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das estimativas do período de incubação do Covid-19 varia de 1 a 14 dias, geralmente em torno de 5 dias.

Posso fazer um exame para saber se tenho o novo coronavírus?

Alguns hospitais e clínicas particulares oferecem testes que podem ser comprados por pelo menos R$ 140. De acordo com os especialistas ouvidos pelo G1, é preciso apresentar os sintomas e passar por uma avaliação médica – uma medida para não sobrecarregar o atendimento. O resultado sai em 48 horas.

No caso do sistema público de saúde, um paciente que irá até uma unidade básica ou hospital também deverá apresentar os sintomas e ter tido um possível contato com o vírus – seja viajando para países com casos confirmados ou chegando perto de pessoas que tiveram a doença.

O médico responsável deverá fazer o encaminhamento. Uma coleta de materiais respiratórios será feita para gerar duas amostras. Elas serão encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Este processo precisa ter um encaminhamento do sistema de saúde público para garantir que pacientes com um risco real da doença consigam ser atendidos.

Fonte: G1

A empresa pode realizar a medição de temperatura através do termômetro infravermelho nos empregados e nos terceiros que adentram a empresa?

Importante desde já esclarecer que o tema é atual e não possuí nenhum entendimento pacificado pelas Autoridades da Saúde e no âmbito jurídico. Entretanto, sabemos que o Brasil é um país que poderá sofrer com as consequências da doença, e que os procedimentos poderão sofrer alteração ao passar das semanas e aumento dos casos confirmados.

Sobre o procedimento de medição da temperatura, devemos esclarecer que se trata de um exame médico e que, assim sendo, depende de autorização do empregado. Ademais, tal exame deverá ser realizado em um local apropriado por um médico ou técnico de enfermagem, assegurando a confidencialidade do resultado para evitar a afronta ao direito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem do trabalhador, garantidos pela Constituição no artigo 5º, inciso X.

Acreditamos que não haverá recusa pelos trabalhadores em fazer a medição de temperatura, justamente por ser procedimento visando a segurança e bem estar de todos. Mas, caso ocorra alguma recusa, entendemos que a situação deverá ser analisada com cautela, buscando-se uma alternativa (o Poder Judiciário já se manifestou que o interesse público prevalece sobre o interesse individual, sendo obrigatória a adoção de providências em caso de suspeita de contaminação).

Em caso de recusa, a empresa poderá, como forma de alternativa, explicar a situação ao empregado e demonstrar que a intenção da Empresa a zelar e cuidar da saúde de todos, sem discriminação ou perseguição. E mais, explicar que a recusa pela parte do trabalhador não ensejará qualquer tipo de punição, pois a finalidade da medição da temperatura pelo termômetro infravermelho é apenas um procedimento preventivo visando verificar possível febre (que é um dos sintomas do coronavírus).

Ademais, até o presente momento não foi expedida nenhuma orientação pelo Ministério da Saúde nem pelo Ministério da Economia (que cuida da pasta referente ao Trabalho) sobre procedimentos obrigatórios nas empresas.

Entendemos que o procedimento de medição poderá ser adotado em relação aos “terceiros” (fornecedores, prestadores de serviço) que buscam adentrar nas dependências da empresa, observando os mesmos cuidados de ser realizado em um local apropriado por um médico ou técnico de enfermagem, assegurando a confidencialidade do resultado para evitar a afronta ao direito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem.

Aproveitando o tema, sugestiona-se que a empresa efetue a distribuição de cartilhas informativas acerca do COVID-19 e os meios de evitar a contaminação e a transmissão (orientações).

Também se sugere que a empresa disponibilize acesso ao álcool gel e luvas. O fornecimento e uso de máscaras poderá ser avaliado em casos específicos, em que a pessoa esteja apresentando sintomas da doença ou que tenha tido contato com pessoa suspeita de contaminação.

Outra sugestão, a ser avaliada mais à frente no caso de o Brasil estiver efetivamente passando pelo estágio 2 do coronavírus, é implementação de meios que evite aglomeração de pessoas, como: horários da entrada, almoço/janta e saída diferenciado em grupos.

Sugere-se que viagens ao exterior sejam reprogramadas ou, no caso de extrema e imperiosa necessidade, que os viajantes sejam muito bem orientados para evitar a contaminação.

Assim, diante do exposto, entendemos que “se o Brasil decretar o surto de COVID-9 e for considerado estágio 2, é possível a medição de temperatura através do termômetro infravermelho em todos os empregados e terceiros que adentram a Empresa, desde que seja realizado em uma sala reservada e com pessoas especializada, sem discriminação”, pois neste caso se trata de uma emergência sanitária de interesse nacional, ou seja, o Poder Público (Ministério da Saúde e demais Autoridades) querem evitar o contagio, portanto o interesse público prevalece sobre o interesse individual

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